Sinceramente, não sei o que aconteceu com o estado de espírito alegre e efusivo que eu tinha dois anos atrás... A vontade de viver, ser feliz e criar bolhas de emoção todos os dias, junto com o prazer de simplesmente acordar e sorrir pra vida. Acho que depois de decepções seguidas a gente adquire imunidade à felicidade.
Hoje, eu acordo e vivo, crio bolhas de emoção, mostro a minha felicidade para o mundo, o problema é que essa felicidade não é minha. Eu roubo de alguém, ponho no meu rosto e mostro pras pessoas como se me pertencesse, faço com que ela pareça natural e isso já vem ocorrendo a tanto tempo que não sei mais como não fazer... Um rosto falso. Uma felicidade falsa. Tudo é falso.
Todos os dias de sua vida, serás entregue a morte. E em todos os dias, acordarás e verás que a venceu. Até não acordar mais. - Pedro e Eliza
sábado, 18 de fevereiro de 2017
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017
Hoje eu chorei no meio do banho.
Não foi um choro estridente, com grandes lágrimas
rolando, socos nas paredes e gritos que fariam os vizinhos questionarem a
qualidade do cuidado oferecido aos jovens naquela casa. Foi o choro mais
silencioso da minha vida, as lágrimas caiam como se não fossem de ninguém,
lavei os cabelos normalmente, sem espasmos de sofrimento e vontade de socar
paredes, acho que ando cansada demais para chorar direito.
Saí do banho e parei na frente do espelho por alguns
minutos - que eu não lembro de ter contado. Parei, não conseguia mais pensar,
apenas parei e olhei o semblante de alguém que estava cansado demais para
chorar direito. Não havia emoção naquele rosto, não lembrava como eu era sem o
sorriso falso de todo dia. Não vi alguém forte, eu me vi.
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