Incrível a capacidade do ser humano de se submeter às
vontades da sociedade e tentar se moldar ao que o mundo exige. Tomo como
exemplo eu mesma. Eu tenho uma “necessidade” muito grande de me sentir
importante, de ser reconhecida, porque só assim eu penso que vou ser
suficiente, que vou ser alguém nesse mundo. E pra ser importante, existe uma
meta enorme que eu imponho a mim mesma, de tantas coisas que preciso cumprir ao
mesmo tempo e que se eu não cumprir trago consequências de mim para mim
mesma... Frustração. Raiva. Tristeza. Solidão.
Nessas poucas frases eu tiro tantas reflexões..
Porque eu preciso ser importante?
Porque eu tenho esse sentimento de insuficiência?
Porque eu acabo me punindo por essa insuficiência?
São perguntas simples, com uma resposta bem simples. Mas
quando colocadas em prática, são tão complexas e difíceis de lidar, porque
acabam recaindo em um único sentimento: Insegurança. Essa insegurança em ser
mulher, em ser universitária, em ser amiga, em ser filha, toda essa insegurança
que eu sinto se aglomera e forma uma bola de neve que tenta me derrubar todos
os dias. A pior parte é que eu sei de tudo isso e mesmo assim não consigo sair
desse loop.
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