Máscaras.
Aquelas que usamos para o baile de Carnaval, encobrindo nossas inseguranças e fingindo sermos outra pessoa por uma noite; ou aquelas que vestimos para contar uma mentira que, ao nosso ver, precisa ser contada para um bem maior; mas, principalmente aquelas que usamos todos os dias, para esconder, subjugar e tentar aniquilar tudo de ruim que há em nós.
Ela é esguia, começa a aparecer em um dia triste, quando você não quer que as pessoas saibam que você está mal e então, você a veste. Ela fica tão boa em você.. E as pessoas, ah, ingênuas, elas acreditam na sua máscara.. Sem ter que dar explicações, sem desprezos e sem julgamentos.
Mas, olhe de perto.
Olhe atentamente para a máscara e em todas as partes dela você verá aquilo que as pessoas fingem não ver. Você verá um olhar que não contempla a felicidade da máscara, você verá pequenos sinais escondidos entre as mechas que insistem em tentar mantê-los secretos por mais tempo.. E, no fim de tudo, essa máscara não se expressa como mais uma casca vazia. Essa máscara de luz e brilho, só expressa um grito inexprimível de dor e medo sob quilos e quilos de purpurina.
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