Nesse domingo todo mole, cheio de preguiça, me veio um pensamento aleatório sobre os amores das nossas vidas (no plural): A gente que gosta de amar, vive sempre em busca de um relacionamento que nos complete, com alguém que nos faça feliz e que fique na nossa vida pra construir um futuro.
Pois é… A questão em cima disso, é que se sempre procuro por esse amor infinito, todas as vezes que eu amo, acabo criando expectativas e ideias de que aquele é o amor certo pra minha vida. Reviro meu mundo pra poder caber no mundo da pessoa, pra eu nunca decepcioná-la e ela nunca me deixar.
Hoje, com meus jovens 22 anos na costa, penso o quanto sou jovem para estar com uma única pessoa pro resto da minha vida. Tantas experiências que eu ainda não vivi.. Tipo participar de uma suruba (brincadeira kkk [?]), viajar sozinha e conhecer pessoas em outros locais, ter uma paixão de viagem e ir embora no dia seguinte, acordar na casa de uma pessoa desconhecida depois de uma noite gostosa de sexo, coisas assim.
Tanta vida ainda pra viver pela frente e mesmo assim, a cada amor, eu imagino uma vida inteira e um futuro incrível com a pessoa, como se ela fosse a última. Não que isso seja ruim, pelo contrário, pra mim só demonstra o comprometimento que eu tenho com a pessoa pela qual estou apaixonada e quero que faça 5 filhos no meu útero (rs).
É só que chega uns momentos que bate essa reflexão sobre o tanto de coisa que eu ainda quero fazer estando solteira (sim, algumas dessas coisas eu posso fazer mesmo se estiver em um relacionamento, mas, quero fazê-las solteira???), é tanta ideia maluca que passa pela minha cabeça, sabem? Mas aí, na primeira oportunidade de me envolver sentimentalmente com alguém, lá estou eu, igual uma palhaça.
O pior de tudo nem é quando o relacionamento dá errado e termina… É o limbo que vem depois do término. Esse tempo que eu fico remoendo o que deu certo, o que deu errado, onde eu errei e o que eu poderia ter feito diferente pra ter dado certo. E nesse limbo, na maioria das vezes, eu tenho uma dificuldade enorme de me envolver com outras pessoas que sejam fáceis, não complicadas.
É tudo muito variável. Teve um pós-término meu que em 4 dias eu já tava ficando com outro(s) e foi tudo de bom, mas sabe quanto tempo eu fiquei pra conseguir superar e seguir pra outro possível envolvimento? 1 ano e 4 meses. Sabe quanto tempo eu demorei pra conseguir transar com uma pessoa depois disso? 1 ano e 6 meses.
A segunda pior parte depois desse limbo, é que eu me envolvo com gente complicada, gente difícil, gente que não me quer de primeira, sabe? Não que os seres humanos sejam fáceis, cada pessoa tem sua própria complexidade, mas, porra, eu só me apaixono por gente que claramente não tá tão afim de mim assim, enquanto outras que estão na minha eu acabo ignorando total.
É uma vontade doida de buscar o que é difícil, o que precisa de luta pra conseguir, o que precisa ser “consertado” e que é tão complexo que uma galera simplesmente desiste. Que mania é essa? Por quê eu não consigo lidar com o que é fácil? Com o que tá ali pra mim? Que dificuldade é essa de aceitar o amor simples, mas correr atrás loucamente do que me trata mal?
Enfim… É nessas horas que algumas frases me fazem pensar seriamente sobre o que eu sou e sobre como eu me enxergo, tipo aquela do livro As vantagens de ser invisível “
Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. É isto.