Existe uma história de um boto que surge na água e sequestra mulheres pro fundo do rio. Muitas morrem de medo de serem levadas, mas entram nos rios mesmo assim e, pior ainda, querem ver um boto de perto.
É curioso pensar que o medo da possibilidade de ser levada, não tira dela o querer ver o tão falado boto de pertinho.. É um pouco místico, mágico, desperta curiosidades que ela nem sabia que podia ter dentro de si.
Parece um pouco com o amor... Todo mundo já ouviu uma história triste de quem sofreu por amor, de quem teve um coração quebrado, de quem ainda chora por alguém que perdeu. A gente sabe que amor é sinônimo de perigo.
E mesmo assim, quando ele bate à nossa porta, ou quando emerge do rio, tal qual um boto-cor-de-rosa, a curiosidade prevalece. A magia do amor chama pela mulher amedrontada que se acanha por ele, mas, no fundo, no fundo, tá louca pra ser levada também.
(Autoria do texto: Eliza Paixão, às 23:30 de uma segunda-feira de julho, navegando por um rio da Amazônia) 🌊
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