quarta-feira, 28 de setembro de 2016

The boy on the pink shirt.

Conheci um garoto e ele é um poço de problemas ambulante. Não lembro bem como foi a primeira vez que nos falamos, não foi amor à primeira vista e eu não estava interessada em um relacionamento, naquele momento. Mas, estranhamente, nos demos muito bem e logo chama-lo de “meu” se tornou uma rotina. Só que ainda não o tive de verdade...

Todas as tardes eu o via, abraçava, cheirava e me enroscava no crescimento da nossa amizade, como uma tenia no intestino. Não me julgue mal, não estou dizendo que isso é uma doença, mas sou péssima com analogias.

Eu tentei em vão me esconder do que aconteceria, fugi o máximo que pude, mas adivinha só: Aconteceu no momento mais inesperado. Um dia eu cheguei na sala de aula, ele estava lá, sentado, despreocupadamente, com aquela clássica camisa rosa, uma garrafa de água nas mãos e gargalhando de alguma brincadeira dos nossos amigos. Naquele momento, parada na porta, ele olhou pra mim rindo e eu senti a pulsação acelerar, fiquei nervosa e corei, tudo em uma questão de microssegundos. Quando eu menos previ, percebi que o queria, não só de forma carnal e momentânea, queria sentir o seu toque sob mim, a pele na minha, mostrar a ele o quanto alguém poderia ama-lo e que esse alguém seria eu...

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