quinta-feira, 30 de novembro de 2017

30 days writing challenge - Dia 4: Apenas diálogos.

Sobre uma conversa da madrugada, entre duas pessoas com ansiedade e que não conseguem dormir, que têm crises de risos no meio da conversa e assuntos delicados que não podem ser expostos. Entendam como quiser.

- Que foto fofa

- Eu amei essa foto e ela me trouxe paz de espírito. Mas como nascem as estrelas?

- Não sei

- Eu to escrevendo sobre dois caras que ficam juntos: O Hélio e o Hidrogênio

- Eu nomeei um emoji de “xilocaína”

- Tem um shopping na minha risada

- Cry me a river

- Eu vou publicar um livro

- Ainda to em crise de riso

- To vendo um vídeo de maquiagem de como se transformar em uma bratz

- Tá parecendo que eu to bêbado e eu só tomei água e suco de goiaba

- Pelo menos assim o cortisol baixa

- É errado eu ter fotos do face dele no meu ceular?

- Tu achas isso errado? Porque se for, me avisa, pra eu apagar as que tenho aqui.

- Sai sol em escorpião

- E entra sol em sagitário

- Eu estou com um lençol florido e aqui tem na estantezinha um cubo mágico, álbum de fotos e uma vela azul

- Eu to muito assustada

- Eu to morto que tu tá na minha casa

- O nascimento de uma estrela

- Eu salvei esse texto ou esse texto me salvou

- Eu preciso de cttinhos

Fim.

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

"Ela tem alma de pipa avoada" já dizia a música. Mas pipa avoada, que quer dizer? Ela é tão livre quanto quer, voa solta pelo céu da vida e entre as inúmeras nuvens que a rodeiam? Seria essa a definição? Mas pra que definir, né? O foco da alma está no indefinido, nos desvios, nas curvas, 
que se refletem no seu corpo voador. Mas pipa é espírito livre, 
pipa avoada pode ser o que quiser, inclusive, uma pipa cansada, 
que não quer mais dar voltas e mais voltas 
entre as nuvens no céu, que só quer sossegar 
e parar de sentir o vento 
tentando joga-la 
para todos os lados. 
Pois a pipa avoada 
está cansada 
de voar. 

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Crônicas de uma agenda (3)

Eram duas meninas sentadas nas cadeiras daquela estação. Uma de cabelos castanhos, outra de cabelos vermelhos. A de cabelos vermelhos falava e a outra apenas escutava. A que escutava, estava vidrada, os olhos fixos na outra, a boca fechada em uma linha fina, as mãos cruzadas e firmes sobre a mesa passando uma sensação de calmaria, mas ela estava tremendo mais do que se ela estivesse em um frio de 0°C. A que falava estava nervosa, visivelmente, as pernas inquietas balançavam em baixo da mesa, as mãos torciam os dedos e a cada dez segundos ela movia uma mecha do cabelo para trás da orelha.

E de repente, eu a vi. Ela era límpida, transparente, muito fina e difícil de enxergar de longe, mas eu consegui mesmo assim perceber aquela lágrima escorrendo pelo rosto da garota de cabelos vermelhos. Não pude contar a minha curiosidade e continuei a observa-las. A parte mais interessante, contudo, foi o que ocorreu depois.

As lágrimas secaram. A linha fina dos lábios da moça de cabelos castanhos se transformou em um grande sorriso. A inquietação das pernas da moça de cabelos vermelhos parou. E assim, tão simples quanto o sol que se punha naquele momento, elas se beijavam apaixonadamente e eu, humilde observador do espaço, pude enfim, acreditar no amor novamente, porque eu o vi naquele momento estampado no rosto das duas moças da estação.

domingo, 26 de novembro de 2017

Crônicas de uma agenda (2)

Era manhã e eu me perdia
Em dúvidas, medos e ânsias
Gritando em uníssono
Toda as vezes em que te via

Pensar, sentir, tocar.

Era tarde e eu te sentia
Tua pele, sorrisos, beijos
O contorno da tua boca macia
Ao encontrar tão quente a minha

Beijar, morder, suar.

Era madrugada e eu já não te queria
Nem o beijo, ou sorriso porque tudo em ti, comigo mexia
E no medo de sentir a faísca de um amor, eu me escondia

Gritos, sussurros, silêncio.

É manhã novamente e o sol me mostraria
Que de medo a gente perde as maiores maravilhosas
Como esse sorriso que abrasa a alma desta pobre mulher
E na graça te pergunto, como eu te quero, tu me quer?

sábado, 25 de novembro de 2017

Crônicas de uma agenda (1)

Entre o momento de estar solteiro e feliz com isso e o momento de estar com alguém e também feliz com isso, existe um limbo. Esse limbo envolve um misto de sentimentos muito conflitantes, tempestuosos e angustiantes, mas também, sentimentos alegres e de expectativas que um dia podem ser-real.

Foi nesse limbo que o meu fio de vida se cruzou com o teu.

Engraçado que os fios, eles sempre se embolam, por vezes dá laço, por vezes dá nó e eu sou muito grata pelo nosso nó estar tão firme que o laço nunca desmancha. Deu um certo trabalho embolar esses fios, cada partezinha deles parecia estar como fios elétricos desencapados, mas, moldando com essa paciência e organizando com esse carinho, saiu um dos laços mais lindos que um dia eu sonhei em chamar de meu.

E é nesse laço que minha alma quer estar.
Não é prisão. É ligação.
Não é espaço. É abraço.
Não é clausura. É apenas: Casa.

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

30 days writing challenge - Dia 3: Um gênero que você nunca tenha escrito antes.

Manual de instruções para ouvir Lady Gaga:

1.       O álbum The Fame/The Fame Monster fala sobre um tema grandioso, que é a insegurança e o medo. Medo de amar, medo de solidão, medo da morte e tantas outras formas de medo que o mundo pode nos trazer. Se você se sente assim, escute as músicas desse álbum, lendo a letra, sentindo a canção percorrer seu corpo e sua alma. Eu sei que elas são super dançantes, mas não tenha medo de ouvi-las sentindo tudo o que elas podem lhe passar. Exemplos: Bad romance; Alejandro; Speechless; Love Game; e Disco Heaven.

2.       Ao ouvir o álbum Born This Way, a sensação já é totalmente diferente. Você tem ativismo, luta, empoderamento, você escuta Born This Way para se fortalecer, quando se sentir quebrado demais, para se sentir melhor quando o mundo tenta sempre te jogar no chão, esse é o álbum para sair da bad (atente sempre para tentar ler a letra em português e entender o que a música passa, além de senti-la). Exemplos: Marry the night; Judas; Yoü and I; e o próprio hino Born This Way!

3.       Quando você tem o primeiro contato com ARTPOP, o terceiro disco, dá pra ter uma sensação de “essa é a Gaga que todxs falam?”. Nele, nós encontramos muitas reflexões, no entanto, ao ouvir as músicas você sente mais vontade de rebolar a raba, do que qualquer outra coisa. Admito que não é tão superprodução quanto poderia ser. Exemplos: Aura; Venus; Artpop; e Applause.

4.       Agora vou te mostrar meu maior vício atual: JOANNE! Que hino de disco! Me arrisco em dizer que ele tem propriedades terapêuticas e isso não é coisa de fã rsrs. Se você se sente triste, ou machucado, ou com um astral bom, ou se sente feliz, de qualquer forma, o álbum Joanne vai te fazer bem, é mais uma autobiografia do que qualquer coisa e sabe, ela realmente conseguiu se superar aqui e em cada música traz uma sensação diferente. Exemplos: John Wayne (Pra quem tá com o astral lá em cima); Just another Day (Relaxante, pra quem tá com umas neuras); Grigio girls (se você se sente solitárix); Hey girl ft. Florence Welch (essa aqui é o meu BB, escuta ele se você precisa de apoio, de alguém aqui por você e qualquer coisa, vem conversar comigo que a gente pode descobrir uma forma de se ajudar <3)


É isso, aproveitem o manual, aproveitem Lady Gaga e divirtam-se!

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

30 days writing challenge - Dia 2: Escreva sobre algo historico.

Dia 2 – Escreva sobre algo histórico
O que há de mais importante na história da humanidade, se não um nascimento?
O nascimento de um deus, de uma flor, de uma pessoa, de uma crença, de uma luta. É de um nascimento que temos toda a construção que se segue até a morte. Hoje, narrarei o nascimento de uma estrela.  
Bem antes de ser estrela, ela era um aglomerado de muitos átomos vivendo numa nebulosa. Eles viviam espalhados nela, sem sentido de vida, sem função, sem nada, apenas existindo como matéria livre. Um dia, um cara chamado Hélio decidiu se aproximar um pouco de outro cara, chamado Hidrogênio e por algum motivo que nem o universo consegue explicar, eles gostaram muito de ficar juntos e não se soltaram mais. O hélio ficava todo bobo quando o Hidrogênio aparecia, sabe aqueles casais que nasceram pra ficar juntos? Pois é, eram esses dois.
Quando outros caras chamados Hélio viram isso, perceberam que eles podiam amar e ter alguém também e assim partiram em busca de outros caras chamados Hidrogênio. Eles foram ficando cada vez mais juntinhos e de cada união dessa emanava um tipo de brilho, um calor pequeno e aconchegante, os casais de Hélio e Hidrogênio começaram a se agrupar um ao lado do outro e então o brilho pequeno começou a crescer e todos os medos e ânsias por estarem amando outro cara, de repente, sumiram, porque todos eles juntos tinham uma força tremenda, um brilho incrível e um amor espantoso.
E foi assim que dois caras deram luz a uma estrela.



quinta-feira, 2 de novembro de 2017

30 days writing challenge - Dia 1: Descreva um lugar

Primeiro: Imagine uma casa, uma casa não muito espaçosa, sem grandes cômodos, sem grandes escadas e sacadas. Pense em uma casa pequena, com uma sala de estar apertado, um quarto diminuto e um banheiro de dois metros quadrados.
Segundo: Se imagine nessa sala de estar apertada, sentado em um sofá de dois lugares, uma mesa ao seu lado e um armário pequeno à sua frente que lhe guarda alguns segredos... Um álbum de fotografias antigo, de quando você era pequeno e não se debatia com o medo do futuro; um cubo mágico que representa todos os problemas que você não consegue resolver sozinho; e uma vela azul que te traz a paz que você precisa.
Terceiro: Agora você está naquele quarto diminuto, mas você não se sente oprimido, nem sente falta de espaço, porque a sua cama está lá. Ela é bem grande, os lençóis floridos são tão macios quanto pele de bebê e você sente tanta calma e tranquilidade deitando nela, que esquece do mundo.
Quarto: Você está naquele banheiro de dois metros quadrados, naquele banheiro onde você consegue chorar e colocar as dores todas para fora junto com a água que escorre pelo ralo, onde você toma os banhos longos e se limpa de toda a energia ruim.
Quinto e último passo: Transforme toda a construção dessa casa, na constituição de uma pessoa. A sala, o quarto, o banheiro... Os olhos, o sorriso, o calor... A sensação de ter um porto seguro, os braços se abrindo, o coração acelerando e de repente, tudo faz sentido no mundo...
Porque o meu lugar é dentro de um abraço.