domingo, 26 de novembro de 2017

Crônicas de uma agenda (2)

Era manhã e eu me perdia
Em dúvidas, medos e ânsias
Gritando em uníssono
Toda as vezes em que te via

Pensar, sentir, tocar.

Era tarde e eu te sentia
Tua pele, sorrisos, beijos
O contorno da tua boca macia
Ao encontrar tão quente a minha

Beijar, morder, suar.

Era madrugada e eu já não te queria
Nem o beijo, ou sorriso porque tudo em ti, comigo mexia
E no medo de sentir a faísca de um amor, eu me escondia

Gritos, sussurros, silêncio.

É manhã novamente e o sol me mostraria
Que de medo a gente perde as maiores maravilhosas
Como esse sorriso que abrasa a alma desta pobre mulher
E na graça te pergunto, como eu te quero, tu me quer?

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