Todos os dias de sua vida, serás entregue a morte. E em todos os dias, acordarás e verás que a venceu. Até não acordar mais. - Pedro e Eliza
domingo, 26 de julho de 2020
Sinônimo de perigo
terça-feira, 21 de julho de 2020
Há muito tempo eu deixei de escrever. Um pedido de desculpas.
domingo, 19 de julho de 2020
Por quê eu não aceito o amor simples?
Nesse domingo todo mole, cheio de preguiça, me veio um pensamento aleatório sobre os amores das nossas vidas (no plural): A gente que gosta de amar, vive sempre em busca de um relacionamento que nos complete, com alguém que nos faça feliz e que fique na nossa vida pra construir um futuro.
Pois é… A questão em cima disso, é que se sempre procuro por esse amor infinito, todas as vezes que eu amo, acabo criando expectativas e ideias de que aquele é o amor certo pra minha vida. Reviro meu mundo pra poder caber no mundo da pessoa, pra eu nunca decepcioná-la e ela nunca me deixar.
Hoje, com meus jovens 22 anos na costa, penso o quanto sou jovem para estar com uma única pessoa pro resto da minha vida. Tantas experiências que eu ainda não vivi.. Tipo participar de uma suruba (brincadeira kkk [?]), viajar sozinha e conhecer pessoas em outros locais, ter uma paixão de viagem e ir embora no dia seguinte, acordar na casa de uma pessoa desconhecida depois de uma noite gostosa de sexo, coisas assim.
Tanta vida ainda pra viver pela frente e mesmo assim, a cada amor, eu imagino uma vida inteira e um futuro incrível com a pessoa, como se ela fosse a última. Não que isso seja ruim, pelo contrário, pra mim só demonstra o comprometimento que eu tenho com a pessoa pela qual estou apaixonada e quero que faça 5 filhos no meu útero (rs).
É só que chega uns momentos que bate essa reflexão sobre o tanto de coisa que eu ainda quero fazer estando solteira (sim, algumas dessas coisas eu posso fazer mesmo se estiver em um relacionamento, mas, quero fazê-las solteira???), é tanta ideia maluca que passa pela minha cabeça, sabem? Mas aí, na primeira oportunidade de me envolver sentimentalmente com alguém, lá estou eu, igual uma palhaça.
O pior de tudo nem é quando o relacionamento dá errado e termina… É o limbo que vem depois do término. Esse tempo que eu fico remoendo o que deu certo, o que deu errado, onde eu errei e o que eu poderia ter feito diferente pra ter dado certo. E nesse limbo, na maioria das vezes, eu tenho uma dificuldade enorme de me envolver com outras pessoas que sejam fáceis, não complicadas.
É tudo muito variável. Teve um pós-término meu que em 4 dias eu já tava ficando com outro(s) e foi tudo de bom, mas sabe quanto tempo eu fiquei pra conseguir superar e seguir pra outro possível envolvimento? 1 ano e 4 meses. Sabe quanto tempo eu demorei pra conseguir transar com uma pessoa depois disso? 1 ano e 6 meses.
A segunda pior parte depois desse limbo, é que eu me envolvo com gente complicada, gente difícil, gente que não me quer de primeira, sabe? Não que os seres humanos sejam fáceis, cada pessoa tem sua própria complexidade, mas, porra, eu só me apaixono por gente que claramente não tá tão afim de mim assim, enquanto outras que estão na minha eu acabo ignorando total.
É uma vontade doida de buscar o que é difícil, o que precisa de luta pra conseguir, o que precisa ser “consertado” e que é tão complexo que uma galera simplesmente desiste. Que mania é essa? Por quê eu não consigo lidar com o que é fácil? Com o que tá ali pra mim? Que dificuldade é essa de aceitar o amor simples, mas correr atrás loucamente do que me trata mal?
Enfim… É nessas horas que algumas frases me fazem pensar seriamente sobre o que eu sou e sobre como eu me enxergo, tipo aquela do livro As vantagens de ser invisível “Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos”. É isto.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
O arco-íris do Rio Parauaú
terça-feira, 21 de abril de 2020
Uma saudade no meio de abril
quinta-feira, 13 de junho de 2019
Oceanos e piscinas
quarta-feira, 12 de junho de 2019
Eu sou uma pessoa disponível.
segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Cartas de Liandra - 4
Querido Mr. Jiraiya,
Eu sinto sua falta. Ainda não consigo te escrever uma carta decente e madura sobre tudo o que nós passamos ou poderíamos ter passado, nem mesmo sobre o que ocorreu depois do nosso término, porque ainda dói muito... Eu sei que hoje você segue uma vida completamente diferente do que era antes, mas eu não te conheço mais e isso machuca mais do que eu imaginava, te perder assim, de mim, foi complicado.
O futuro que a gente construiu juntos com tanto empenho, tanto planejamento e organização, foi quebrado por uma verdade fortíssima: Egoísmo. Eu fui tão egoísta a ponto de tentar construir um mundo sozinha e não te deixar trazer as tuas próprias convicções e vontades pra dentro dele, porque queria que fosse tudo perfeito à minha vontade. Mas, o mundo não é tão perfeito assim...
O mundo chacoalha, enlouquece, revira e volta aos eixos em cerca de segundos, minutos e a gente nem sempre tá preparado pra isso. Eu senti isso, essa reviravolta, quando eu me apaixonei por você (e pra deixar claro, eu só me apaixonei por você muito tempo depois de você já estar apaixonado por mim..) e acho que nunca mais consegui sentir algo tão forte por alguém depois disso.
Nós temos conflitos inacabados, coisas que ficaram desconectadas e bagunçadas e eu espero muito que, um dia, a gente sente ali na estação das docas, beba um chopp vendo o pôr do sol e converse sobre tudo isso, uma puta psicoterapia. Eu não sei exatamente se isso vai acontecer um dia, mas, eu espero que sim. Ainda não tô pronta pra terminar essa carta.
quinta-feira, 30 de agosto de 2018
30 days writing challenge - Dia 7: Um lugar que exista apenas na sua mente
terça-feira, 28 de agosto de 2018
Efeito borboleta
segunda-feira, 27 de agosto de 2018
SEGREDOS
Doido &
Doente.
terça-feira, 10 de julho de 2018
Cartas de Liandra - 3
Prezado Mr. Rosa,
Eu ainda te vejo todos os dias nas minhas redes sociais. Vejo teu sorriso largo, tua felicidade, teus ganhos e perdas. Eu ainda falo contigo, troco mensagens e digo 'Boa noite' ao fim da conversa. Quando te encontro pelos corredores, ainda falo contigo e te dou abraços apertados. Como bons amigos o fazem, hoje em dia.
Mas, é engraçado que sempre tem um "mas", né? Em toda história.
Esse "Mas" reapresenta a adversidade do que eu sinto por ti. Te amei tanto que nem deixei de amar, o sentimento continua sendo regado por uma chuva insistente dentro do meu coração maluco, que me faz pensar em ti e em tudo que tu me fez sentir... E aí tu me perguntas "cadê a adversidade, Liandra?" Pois é, junto com o amor, também criei uma mudinha de rancor, instalada no dito coração maluco.
O rancor, sabe, é um sentimento perigoso e traiçoeiro. Ele te leva a guardar mágoas por uma pessoa, mesmo que sejam bem escondidas. Te faz temer o outro, como se todos fossem iguais ao que te fez mal. Te faz se isolar e se prender em si mesmo, pra evitar que as pessoas se aproximem novamente. Porque tudo que tu queres, é não ter o coração machucado de novo.
E de ti, Rosa, tenho tanto rancor quanto tenho de amor. Por todos os momentos incríveis juntos, amor. Por ter me largado por uma qualquer, rancor. Pela comida, os filmes, as brincadeiras, amor. Pelo momento em que a beijastes na frente de todos, sem nunca ter terminado comigo, rancor. Eles sobrevivem dentro de mim, um sentimento enganchado no outro... Meu grande sonho era que um dia, eles se envenenassem tanto ao ponto de sumir e te levar junto, mas meio difícil, já que não moras mais em mim.
Eu vou continuar te vendo e te desejando "Boa noites". Vou continuar te abraçando pelos corredores. Porque amigos o fazem. Mas, não se engane, se eu pudesse bloquea-lo da minha frente, para deixar meu coração se curar... Já teria feito há muito tempo.
Até logo, Rosa.
domingo, 29 de abril de 2018
Lembranças
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Cartas de Liandra - 2
STAY
O que você fez?
O que você deixou de fazer?
Isso realmente faz diferença?
Nesse mundo tão complicado, às vezes não damos importância às pequenas coisas da vida, aos detalhes e frestas que se estendem à nós.
O objetivo da viagem para mim está claro: Você vem ao mundo para dar o seu melhor, para fazer o bem à humanidade e isso é recompensado. Às vezes.
Nessa viagem você cria laços, seja de amor, ódio, luxúria, amizade, vingança.. e a vida vem e corta esses laços. Te faz sorrir com isso. Te faz sofrer com isso. O importante não é o corte, mas o sentimento que vem com ele. Tome cuidado, para que esse sentimento não tome conta de você, pois até o mais nobre dos sentimentos pode te transformar em um monstro do que você realmente quis ser um dia.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
Somos programados pra cair
segunda-feira, 23 de abril de 2018
30 days writing challenge - Dia 6: Escreva algo de terror
A alguns metros dali, vinha um homem em estado deplorável, o bafo de bebida era forte e a condução que fazia em sua moto era de um todo questionável. Ele mirou a menina, viu ela na fila, sedento por sangue. Não aguentava mais olhar para ela todos os dias e pensar em como ela conseguia estar viva, se não estava com ele. Se achava o mais irresistível e importante de todos os homens e ela não tinha o direito de deixá-lo.
O plano foi armado, a noite, quando ela dormisse, ele entraria pela sua janela, despiria a garota de todo o seu pudor e a comeria, pra ela ver como ele era o melhor homem do mundo e que ela deveria voltar para ele, é claro. Ele pensou em todos os detalhes, naquela manhã, bebendo no bar da rua da casa dela. Só não contava com uma coisa... Vê-la.
O pulso dele acelerou, sentiu os nervos gritando e a adrenalina pulsando nas veias junto com o álcool, estava claro que ela não iria aceitá-lo de volta.. Ele só tinha uma única alternativa! Acelerou a motocicleta, largou todo o medo e decidiu entregar-se à morte junto com o amor da sua vida.
Mas, ela não estava pronta para morrer. Quando viu o seu antigo amor vindo em sua direção, ela não conseguiu reagir rapidamente, ele a pegou de raspão em um violento baque.. Sangue para todo lado.. Dor estampada nos rostos dos antigos amantes.. O horror em que assistiu à cena.. E os gritos da mulher em choque ao ver o seu 1 litro de açaí sendo derramado no asfalto quente, junto com o seu próprio sangue.
FIM.
P.S.: Eu sou péssima para terror, tanto para ler, quanto para escrever. Mas traduzi aqui o que pra mim seria um terror - Ser machucada por alguém que eu cheguei a considerar um amor e derramar 1 litro de açaí.